ZoyaPatel

Reflexão Pastoral | 17º Domingo do Tempo Comum

SohaniSharma


CARD. JONATHAN GODOY
POR MERCÊ DE DEUS E DA SÉ APOSTÓLICA
CARDEAL-BISPO DE FRASCATI E
VIGÁRIO GERAL PARA A DIOCESE DE ROMA

REFLEXÃO PASTORAL 17º DOMINDO DO TEMPO COMUM
Homilia Dominical
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Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo,

É com grande alegria que celebramos este 17º Domingo do Tempo Comum, e de modo especial, marcamos hoje o início de nossas atividades pastorais na amada Diocese de Roma. Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo nos acompanhem neste novo ciclo de missão e serviço!

O Evangelho que acabamos de proclamar (Lc 11, 1-13) nos oferece um tesouro inestimável: a oração do Pai-Nosso. Os discípulos, vendo Jesus orar, pedem-Lhe: "Senhor, ensina-nos a orar". Que pedido oportuno, que desejo ardente de se conectar com Deus da mesma forma que o Mestre! E Jesus, em sua infinita sabedoria e amor, nos entrega a oração perfeita, aquela que resume toda a nossa relação com o Pai.

O Pai-Nosso não é apenas uma sequência de palavras a serem repetidas; é um programa de vida, um guia para a nossa existência. Ele nos ensina a reconhecer Deus como Pai, um Pai que cuida, que provê, que perdoa. Ele nos impulsiona a buscar a vinda do Reino de Deus e a realização de Sua vontade aqui na terra. Ele nos convida a pedir o pão de cada dia, lembrando-nos de nossa dependência do Criador. E, crucialmente, ele nos chama ao perdão, condição essencial para sermos perdoados.

Mas Jesus não para por aí. Ele continua com parábolas que nos revelam a ousadia e a perseverança que devemos ter na oração. A figura do amigo importuno que, pela insistência, consegue o que precisa à meia-noite, nos mostra que Deus não se cansa de nos ouvir. Ele nos convida a pedir, procurar e bater, garantindo que "quem pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, a porta será aberta".

E por que Ele nos daria algo que não fosse bom? "Se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas a seus filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem!". Aqui está a chave: o Pai sempre nos dará o Espírito Santo, a força, a sabedoria e o amor de que precisamos para viver nossa fé e cumprir nossa missão.

Irmãos e irmãs, neste início de atividades pastorais, a mensagem do Evangelho ressoa com uma força ainda maior. Somos chamados a ser discípulos missionários, a levar a Boa Nova de Cristo a cada canto desta vasta Diocese de Roma. E como podemos fazer isso? A resposta está na oração.

A oração é o oxigênio da nossa vida espiritual. Sem ela, nossas atividades se tornam vazias, nossos projetos perdem o vigor. A oração nos conecta com a fonte de toda a graça, nos fortalece diante dos desafios, nos ilumina para discernir a vontade de Deus.

Pensemos em nossas pastorais, movimentos e comunidades. O que buscamos neste novo ciclo? Sem dúvida, queremos que mais pessoas conheçam a Jesus, que mais corações sejam tocados pelo Seu amor, que a caridade de Cristo se manifeste em gestos concretos de serviço aos irmãos. Mas tudo isso só será possível se estivermos firmemente enraizados na oração.

Que o Pai-Nosso seja a nossa oração cotidiana, não apenas repetida, mas verdadeiramente vivida e encarnada. Que a perseverança na oração nos dê a coragem de pedir a Deus o que precisamos para a evangelização, mesmo que nos pareça impossível. Que a certeza do amor do Pai nos preencha de confiança, sabendo que Ele sempre nos dará o Espírito Santo para guiar nossos passos.

Que este início de atividades pastorais seja marcado por uma profunda renovação da nossa vida de oração. Que, como diocese, sejamos uma comunidade orante, que busca incessantemente a face do Senhor. Somente assim poderemos ser instrumentos eficazes em Suas mãos, levando a esperança e a luz de Cristo a todos aqueles que encontramos.

Que a Virgem Maria, Mestra da oração, nos acompanhe e interceda por nós neste caminho. Amém.


Arquibasílica de Latrão, XXVII de Julho de MMXXV



Card. Jonathan Godoy

Cardeal-Vigário
Ahmedabad
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